domingo, 1 de novembro de 2015

O DESVARIO DA PÁTRIA

Vasco Pulido Valente continua a sua cruzada contra o facto de haver uma maioria de esquerda na Assembleia da República, suporte de um governo liderado pelo Partido Socialista. No seu espírito azougado, ele já traçou o apocalipse como aviso definitivo sobre o desvario da Pátria. Nas circunstâncias que moldam o seu comentarismo, ele teoriza sobre uma realidade abstracta (pelo menos atém-se pouco à inevitabilidade dos factos que justificam, em cada momento, a política) e faz a sua magistratura do conselho, no sentido do sr. Passos & Portas se perpetuarem no poder.
Ao longo das semanas, no inventário do seu ajuste de contas com Portugal e o Mundo, dizendo mal de tudo e de todos, construindo a imagem de Portugal como um país desgraçado e subdesenvolvido, onde, provavelmente, só sua excelência, com a eminentíssima sabedoria (terá VPV inspiração divina?) se salva da pesada condenação colectiva a que os Deuses (ou VPV?) nos condenaram a todos. Olha se ele tivesse poder para nos enviar ao Inferno!
Pelo que, a pátria ficaria eternamente grata a Vasco Pulido Valente, se este tirasse do bolso, como quem vai à procura de uma moeda perdida, a solução para todos os grandes problemas e desgraças de que os outros todos, à excepção dele próprio, são os responsáveis... Era tão fácil: bastaria meter a mão no bolso!

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