quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

A IRONIA DE WOODY ALLEN

Se Octávio Paz afirmou um dia que o humor era uma invenção do espírito moderno, então temos que colocar Woody Allen figurará decerto entre os principais praticantes dessa invenção. Poucos têm tanta capacidade de ironia, às vezes o nonsense a raspar as palavras e as situações, outras o surpreendente olhar sobre a realidade. Um dia avisou que o sangue ainda era a melhor coisinha que lhe corria nas veias. Agora, que vai fazer oitenta anos, com projectos de novos filmes entre as mãos, continua com o mesmo espírito jovem, o mesmo sarcasmo em relação às coisas, que alguns elegem,às vezes, à categoria de grandes questões.
O "El Pais" publicou aquilo que chamou "15 relâmpagos verbais de um génio" e aqui deixo alguns como exemplo da tal ironia inteligente:
"Não é que tenha medo de morrer; só não quero estar ali quando suceder".
"O sexo sem amor é uma experiência vazia. Mas como experiência vazia é uma das melhores".
"Odeio a realidade, mas é o único sítio onde se pode comer um bom filete".
"Interessa-me o futuro porque é o lugar onde vou passar o resto da minha vida".
"Em Beverly Hills não recolhem o lixo: convertem-no em televisão".
"A vocação do político de carreira é fazer de cada solução um problema".
"Prefiro a ciência à religião. Se me dão a escolher entre Deus e o ar condicionado, fico com o ar".
"O medo é o meu companheiro mais fiel: jamais me enganou para ir com outro".
"Sei que não mereço o Príncipe de Astúrias, mas tão pouco a diabetes que padeço".
"Se os seres humanos tivessem dois cérebros, seguramente faríamos o dobro de parvoíces".
"A vantagem  de ser inteligente é que não se pode fingir ser imbecil, enquanto o contrário é impossível".
"De onde vimos? Para onde vamos? Há possibilidade de tarifa de grupo?"
"Não creio numa vida no Além, mas pelo sim, pelo não, mudei de roupa interior".

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