sábado, 24 de outubro de 2015

RETRATO DE UM PRESIDENTE PARA NOS DIVERTIR...

O JORNALISTA FERREIRA FERNANDES
Não há sábado sem sol (mesmo quando o dia se fecha em varões de água) e sem "Expresso", embora deva confessar que a leitura do semanário que dá status social, já foi bem mais pausada e agradável. Coisas. Ainda hoje, saí da leitura do artigo do antigo director, o meu amigo Henrique Monteiro, com os cabelos em pé. Por pouco, a sua visão apocalíptica sobre a simples existência de uma maioria de esquerda, na Assembleia da República, com possibilidade de apoiar governo, não o levava ao túmulo do D. Afonso Henriques e, surripiando-lhe a espada, que dizem os entendidos, é chata e pesada como o diabo, vinha por aí estraçalhar os infiéis comunistas (os do Bloco são mais simpáticos!) que são capazes de vender a pátria por dez réis de mel coado. Então, cheio de medo com a diatribe, naveguei para outras leituras de fim-de-semana, que dispõem melhor o ego num dia de chuva, de neblina, tão melancólico que nem nos deixa ver a explosão cromática da Gardunha, que é um autêntico festival de Outono. E fiz bem. No "DN", vinha a prosa irónica do Ferreira Fernandes, na linha das suas ficções políticas do Verão, fazendo um retrato do ainda inquilino de Belém, do melhor que já por aí se publicou. Então, para espairecer, aqui a deixo aos Leitores, e vejam lá se não é a melhor maneira de furar o bloqueio da melancolia deste sábado.Ora leiam:

"O processo de apagamento em curso 

Cavaco Silva deve ser ouvido pela sua linguagem gestual. Quando apontou, esticou o dedo, enfim, indigitou Passos Coelho, entendemos. O pior é quando ele fala. Gostaria de conviver (três minutos, não mais) com Aníbal Cavaco Silva, vocês sabem, esse. Eu só queria saber o que se passa quando ele pede um café. Suspeito que o pedido cause grande rebuliço no Palácio de Belém. O empregado da copa começa por não entender o que foi pedido. O chefe da Casa Civil, Nunes Liberato, aconselha calma, e pondera que talvez o Presidente nem tenha pedido nada. A assessora das Relações Internacionais divaga, não se querendo comprometer, "talvez seja qualquer coisa relacionada com Timor, talvez com a Colômbia". Nuno Sampaio, dos Assuntos Políticos, considera que o momento não é para estimulantes, mais valia camomila.
O consultor Fernando Lima faz um sorriso de quem entendeu tudo mas não diz nada, próprio de quem já não é ouvido, e pensa: "No meu tempo, eu não teria dúvidas de que ele pediu um café, mas também sei que se a coisa desse para o torto ele negava." O consultor para a Inovação, Jorge Portugal, hesita, mas acaba por ousar: "Eu por mim, trazia-lhe um negroni, o cocktail da moda." José Carlos Vieira, da assessoria para a Comunicação Social, de memória toma nota de todas as interpretações, sendo certo que fará um comunicado assaz vago. E a assessora do Gabinete do Cônjuge, Margarida Mealha, depois de um telefonema, sussurra para o empregado: "Um café, mas não traga açúcar"...
Como não tenho o número do telemóvel da doutora Maria Cavaco Silva não sei bem o que dizer da comunicação do PR sobre a situação política, proferida na quinta-feira. Mas, como todos, tenho a minha interpretação e, essa, entendi bem. Desde logo, notou-se no discurso o dedo da cônjuge: amargo, não trazia açúcar nem adoçante. Depois, confirmou-se que Cavaco Silva, homem que lida mal com as palavras, deve ser ouvido mais pela sua linguagem gestual. Assim, quando apontou, esticou o dedo, enfim, indigitou Passos Coelho, todos entendemos que o líder do PSD foi mandado fazer governo. A seguir, foi a fúria de palavras, não como se tivesse engolido uma fatia de bolo-rei mas, desta vez, uma broa de Avintes. E inteira.
Em palavras, Cavaco Silva começou por prestar homenagem à Constituição e respeito sem condições pela Assembleia da República: entregou a decisão aos digníssimos 230 deputados. Essas pedras basilares da vontade do povo português, disse, podem - e saberão certamente fazê-lo - consubstanciar o desiderato da Nação e aprovar o governo de Passos Coelho. Cavaco fez uma pausa e prosseguiu: "Agora, meus meninos [e, aí, pôs o tal dedo em riste com que fala melhor e ficou todo afogueado], se alguém tiver a lata de boicotar isto, atiro-lhe com uma gorpelha de figos à cabeça!", disse Sua Excelência o Presidente da República. Já as câmaras se apagavam e ouviu-se gritar: "Andem cá! Ninguém disse que já acabei..." e viu-se o PR a espernear e a ser levado por Nunes Liberato, que se voltou para os telespectadores, encolhendo os ombros e fisgando um sorriso tímido que pretendia tranquilizar-nos. Resumindo, voltando aos gestos, porque é assim que se entende melhor Cavaco Silva, na quinta-feira foi--nos mostrado o boletim do dia 4, sobre o qual pusemos uma cruzinha, dobrámos e metemos na urna. Mostrado o voto, apareceu um indicador a fazer de limpa-vidros, da esquerda para direita. A imagem voltou outra vez ao voto - continuo a contar-vos o resumo da comunicação de quinta, à hora dos telejornais - e apareceu o PR, mestre--escola zangado, a dar-nos uma lição. Com uma esferográfica no punho, o PR riscou a linha dizendo "CDU" e as imagens da foice e do martelo e do girassol. Depois, o PR riscou a linha dizendo "Bloco de Esquerda" e a imagem da estrelinha de quatro pontas e uma cabeça. A câmara mostrou Cavaco, olhos furibundos: "Perceberam?!"
 Dando-se conta de que talvez não, Cavaco voltou ao boletim. Desta vez, com a parte azul, a mais abrasiva, duma borracha, Cavaco continuou a sua sanha contra aquelas duas linhas malditas. Olhou-nos, outra vez: "E, agora, já perceberam?!" Achando-nos estúpidos, ele insistiu na explicação: com um X-ato, cortou as duas linhas. E com a convicção de que uma imagem vale mais do que cinco pareceres de constitucionalistas mostrou-nos os dois finos buracos em retângulo: os comunistas e os bloquistas tinham sido abolidos da democracia portuguesa.
Eu estava num café quando ouvi o senhor Presidente da República. Olhei à volta e foi terrível. Percebi que as pessoas agora nem por gestos entendiam Aníbal Cavaco Silva. Aquilo era um olhar alucinado e poucos viram isso. Saí do café a matutar na velha e desiludida ideia de que as pessoas só entendem quando lhes batem à própria porta. O abuso cometido, por enquanto, é só um problema "deles", os do PCE e do BE, só 996 872 portugueses, só 18,44% dos votantes, a quem acenaram com um direito que depois rasuraram, mas só a eles. Ninguém, para lá dos comunistas e dos bloquistas, pensou: e se amanhã outro alucinado também me quiser apagar?"

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

"DIRECTAMENTE DO WC"

Na sordidez de um jornalismo que é um atoleiro ético e de feridas deontológicas, há um campeão dessa prática lamentável, para quem não há limites e a informação é simples jogo de dividendos. Como dizia um poeta da liberdade, há sempre tipos que penduram, no bengaleiro público, a consciência. Esta ferida que atormenta o jornalismo, o sensacionalismo a qualquer preço, a informação direccionada ao que de mais mórbido tem a natureza humana, não é questão nova. Albert Camus, nos seus tempos do "Combat", no tempo de esperança da libertação, a seguir ao pesadelo e ao absurdo da Segunda Guerra, advertia que o interesse público é que deveria ser determinante na produção da informação  e que, se durante anos e anos habituarmos os leitores ao mero sensacionalismo, eles não desejarão outra coisa.
Hoje, num tempo em que a Informação, a diversos níveis, se atola na lama para conquistar audiências, era bom que os jornalistas portugueses reflectissem sobre estas coisas comuns a uma classe que assim, todos os dias, se desprestigia e prostitui.
Hoje, numa soberba crónica, intitulada"Entretanto, directamente do WC", Ferreira Fernandes põe o dedo na ferida. Vem no "DN" e aqui a deixo, para proveito e exemplo, dos Leitores:

"Eu tenho um excelente amigo que tem o hábito de me atender o telefone com um: "Olá, amor." Não gosto. Mais, engalinho. Raramente saudei assim e nunca o fiz sem fortes motivações afetivas. E, julgo, tive sempre o escrúpulo de guardar a palavra para situações íntimas. Do tipo: "Isso é só um pardal, amor", quando a minha filha, 2 anos, olhava para um galho, no Jardim Zoológico, em vez de ver a girafa. Calculem como eu me sentiria se, um dia, pelo aleatório que é isso de escutar telefonemas, pelo irresponsável que é isso de magistrados alimentarem pombos e pela pulhice que é a de alguns jornais fazerem manchetes com o que os pombos sujam os beirais, se o meu nome aparecesse num título: "Olá, amor!"... Ontem, um homem que fez uma carreira com - e digo a palavra muito usada e pouco acertada, mas nele completamente adequada -, com classe, António Guterres, apareceu na capa dum jornal, como tendo dito a alguém: "Arranjaste um bom tacho." A conversa telefónica era completamente privada. De um para um. Um abuso, portanto. Eu diria o mesmo, um abuso, se, em vez de "arranjaste um bom tacho", se estampasse nos quiosques uma manchete dizendo: "Olá!", com o complemento de informação de que António Guterres disse-o a Angelina Jolie, num telefonema privado. Como o jornal em questão é o mais vendido em Portugal, pode parecer que nos é natural que esse abuso passe por natural. Lamento confirmá-lo: é, para muitos é mesmo natural."

Nota de rodapé, o jornal que é motivo da crónica de Ferreira Fernandes é o "Correio da Manhã".

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

QUE RAIO DE PRESIDENTE É ESTE?

ILUSTRAÇÃO DE ZÉ DALMEIDA
Na história política, não faltam casos de sujeitos que, alçados ao Poder, às vezes ao mais alto grau, se tornam em autênticos biltres, como aqueles que rasgam as leis que juraram cumprir, bacorejam as funções em que foram investidos, por via da distracção dos cidadãos, e nessa acção pouco ou nada respeitadora da Lei Fundamental, se comprazem na sua própria ignomínia.Outros, pelo passado nebuloso e pelo inventário de acções predadoras contra o povo, já não surpreendem ninguém, nem os mais incautos.
O homem que ainda está em Belém, a que alguns chamam Presidente da República, que gosta de falar em regras e em tradição constitucional, é o primeiro, em toda a história da democracia portuguesa, a tornar-se em jogador do partido que o criou, em vez de ser árbitro da vida política, exercendo uma magistratura digna e moral da Presidência. Não é por acaso que Cavaco é o Presidente com tal grau de impopularidade que se tornou um pouco caricatura da própria menoridade.
Hoje, falou ao país. E quem esteve atento ao seu discurso percebeu bem como o homem-que-faz-as-vezes-de-Presidente, mesmo no epílogo do seu consulado presidencial, que as suas palavras não representam outra coisa que a retórica de um capataz menor da Coligação de Passos & Portas, que embala o berço deste poder, ainda que, para isso, ameace a legitimidade parlamentar de uma maioria saída das eleições, como quem esteja disposto a dar mais umas facadas fundas na Constituição da República. Uma vergonha.
Que Presidente é este que, falando tanto em estabilidade e em democracia (uma palavra que lhe devia queimar a boca!), não se importa de acenar, nas entrelinhas, com um governo de gestão, incendiando então o Parlamento e o país com a mais profunda instabilidade?
Estou farto dele. Bem sei que ele se vai embora. Mas estou farto dos seus fretes a Passos & Portas, da sua indiferença face às políticas inconstitucionais, da sua insensibilidade face ao sofrimento do povo português, da sua cegueira em relação à vontade colectiva. Estou farto do seu terreno baldio na cultura, da sua subserviência aos interesses mais reaccionários, da sua indiferença à República e ao interesse colectivo. Que raio de Presidente é este?

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

LUATY BEIRÃO

Lembro-me bem como era antes do 25 de Abril, em Portugal. Lembro-me bem do que era lutar pela Liberdade. Lembro-me bem das palavras e dos gestos que se levantavam contra polícias e mordaças. Lembro-me bem de como um punho fechado no meio da multidão era ao mesmo tempo sinal de rebelião e de esperança. Lembro-me bem de bandeiras e cartazes levantadas como gritos colectivos contra a ditadura que era uma ofensa ao coração da Humanidade. Lembro-me bem de tudo isso, e de mais: de como a solidariedade por cima das fronteiras, às vezes uma palavra, ou uma canção, às vezes uma atitude ou um protesto, eram suplemento de esperança e de vida. E, então, era como se respirássemos um pouco melhor dentro da asfixia em que vivíamos.
Essas imagens fragmentárias vêm ao meu encontro quando vejo as notícias do que está a acontecer ao jovem Luaty Beirão, em Luanda, preso político que, há mais de trinta dias, prossegue uma greve de fome para reivindicar direitos elementares que, num Estado de Direito, seriam irrecusáveis. Ele quer, apenas, justiça!
Lembro-me outra vez de coisas que a memória gravou: das notas oficiosas da ditadura portuguesa falando sempre em actividades subversivas conta o Estado, em conspirações que eram mero pretexto para desencadear os mecanismos repressivos, das acções dos resistentes ao serviço de potências estrangeiras.
Penso que é um registo universal o momento daquele homem que ergue nas mãos uma bandeira vermelha e atacado brutalmente pelas forças repressivas continua a erguer teimosamente a sua bandeira, como se nela estivesse inscrita a palavra Liberdade. Era ele e a sua circunstância. E quando ele caiu, a sua imagem ganhava subitamente uma força universal que ninguém podia parar. Assim Luaty Beirão. Passa, rápida, na tv, a imagem do seu rosto, o olhar fundo, como se fosse o retrato anunciado de um crime político, em tempos de cólera.
Penso nele, enquanto a imagem se desvia, como no homem da bandeira vermelha. O seu gesto reproduz-se, lentamente, à escala universal. Em toda a parte onde estiver um homem de boa vontade, o seu coração baterá um bocadinho mais depressa, inquieto com a situação de Luaty Beirão. Se pudesse dizer alguma coisa a Luaty Beirão, dizia-lhe o poema de Sophia, como se ali estivessem as palavras mais exactas para se aporem a um nome: Luaty Beirão.

"Porque os outros se mascaram mas tu não.
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão.
Porque os outros têm medo mas tu não.
Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.
Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.
Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.

Porque os outros calculam mas tu não."

terça-feira, 20 de outubro de 2015

E AGORA, CAVACO?

Durante anos e anos, a direita fazia chacota da esquerda e ria-se muito da esquerda nunca se entender em soluções governativas. E tinha razão para esse contentamento alarve,pois tinha aí, nessa cissiparidade, um seguro de vida, que lhe garantia o poder, com ligeiras intermitências, até à eternidade. Agora,  a direita, pela mera hipótese de ser apeada do trono, deixou de rir e espalha pelas televisões e pelos jornais lágrimas de crocodilo, como se o facto de os portugueses, maioritariamente, terem rejeitado as desgraçadas políticas com que devastaram o país, durante quatro anos,fosse crime de lesa-pátria. E depois só o gozo que dá ver os sapientíssimos comentadores, grávidos de histeria, fazerem sinuosos e desonestos exercícios ao pecado de António Costa ter unido a esquerda!
De facto, as palavras de António Costa, à saída da audiência com o Presidente da República, não deixam margem para dúvidas: "Temos as condições para que possa existir uma solução com apoio maioritário que garanta estabilidade e cumprimento da vontade dos portugueses. É ao Presidente da República que cabe fazer o juízo do melhor caminho a seguir, mas julgamos que estão criadas as condições de estabilidade para o PS formar governo e ter apoio maioritário na Assembleia da República para garantir essa estabilidade. O país não ganha nada em arrastar no tempo a incerteza. Quanto mais rapidamente tivermos governo viabilizado pela maioria na AR, melhor".
E agora, Cavaco? Vai o homem que tem sido o sustentáculo da Coligação de direita, cumprir a vontade maioritária dos portugueses, ou fazer mais um frete aos propósitos de Passos & Portas?
A ver vamos, como diz o cego.




domingo, 18 de outubro de 2015

O ARMÁRIO DE VASCO PULIDO VALENTE

Confesso que gosto de ler a crónica de Vasco Pulido Valente, embora esteja excessivas vezes em discordância como ele, na forma apocalíptica como olha para a sociedade portuguesa e na rapidez com que põe os sinos a dobrar por nós, pobres mortais que arrastamos uma espécie de remorso colectivo pelo simples facto de sermos portugueses. Quer-me parecer que sempre foi melhor nascermos aqui, do que nas Intifadas da Palestina, nos territórios dos holocaustos e dos gulagues, para citar apenas algumas geografias da crueldade absoluta.
Dizia eu que, em Vasco Pulido Valente, gosto, sobretudo, do estilo, naquilo que é a forma de construção da crónica, a técnica ágil da escrita, a lógica que ele imprime aos textos para levar a água ao moinho onde habitam os seus preconceitos ideológicos, os seus fantasmas de serviço ao quotidiano português, as suas diabolizações com alvos pré-definidos. A arte final desses textos imediatos deixam menos interrogações e muitas certezas absolutas, que o autor gosta de praticar futurologia política, mesmo que depois a magia imposta aos acontecimentos a haver, mão se confirme.
Na crónica publicada ontem, no "Público", na campanha de diabolização de António Costa, pela mera hipótese de o líder socialista conseguir apoio parlamentar à esquerda para formar governo, o que pelos vistos é um crime ainda não previsto no Código Penal, Vasco Pulido Valente, que costuma ser hábil na procura de rostos científicos para sustentarem as suas teses, foi descobrir uma espécie de brigada do reumático, que seria para rir, se isto tudo não fosse -- como é -- um momento ao mesmo tempo de crispação política e de crise.
O historiador não tinha mais ninguém para se encostar e foi a um armário com duvidoso tempo de validade. Vejam só: "Mas as consequências do programa que ele (António Costa) pretende executar, ainda por cima corrigido pelo PC e o Bloco, podem ser fatais. Teodora Cardoso, João Salgueiro, Medina Carreira e João César das Neves já avisaram. Não serviu de nada".
Com um pouco mais de determinação, VPV ainda era capaz de ir ao túmulo buscar Salazar, para disciplinar as Finanças. E aí, sim, com os Marretas que ele foi buscar para a sua crónica, seria a descoberta feliz para solução de todas as crises. À marretada!