terça-feira, 5 de janeiro de 2016

MARCELO E A ARTE DE ESCONDER

Nas mistificações que por aí vão desfilando, à medida que correm os dias da campanha para as Eleições Presidenciais, há estranhas omissões e vacuidades. Marcelo não quer ouvir falar em Passos e Portas, e uma espécie de cérebro branco fez esquecê-lo que participara com entusiasmo na campanha para as legislativas, ao lado daqueles que agora, por oportunismo, acha pouco recomendáveis! Alijando da sua biografia tudo aquilo que poderia ser comprometedor, desde os tempos de outro Marcelo - o Caetano - aparece agora como espécie de homem invisível, passando, sem se ver, pela história de vida que lhe possa trazer incómodos. Claro que os jornalistas não perguntam e mesmo os outros candidatos parece que têm medo em confrontá-lo...
O que é mais estranho é essa omissão aos acontecimentos de quando apoiava o PAF (Passos & Portas eram salvadores da pátria) e as suas políticas de austeridade, mais a Troika e todos malefícios que se conhecem: pobreza, desemprego, desigualdades, acções predatórias contra os velhos e os funcionários públicos. Isso é tudo omisso. Agora a retórica de Marcelo é de sinal contrário: viva o Costa! e o Estado Social!, já cá não está quem falou!
Apetece voltar àquela pergunta que Baptista-Bastos celebrizou, desta vez não para perguntar "onde estava no 25 de Abril" (todos sabem onde ele navegava), mas para lhe perguntar: onde estava nas últimas eleições legislativas?

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