sábado, 9 de janeiro de 2016

OS RISOS DE MARCELO


Um dos aspectos mais mistificatórios da campanha de Marcelo Rebelo de Sousa é fingir que a sua candidatura é independente e que o apoio do PSD e do CDS é uma coisa puramente circunstancial, que lhe caiu do céu. É como se ele apagasse subitamente da sua biografia todo o percurso político  que o levou, na ditadura, ao apoio ao Marcelismo - ao Marcelo Caetano, o outro -, e, depois à sua condição de secretário de Estado de Sá Carneiro, ministro de Balsemão, secretário geral do PSD, apoiante da PAF (do governo de Passos e Portas), de admirador e apoiante de Cavaco Silva. Agora, na campanha, veste o fato de independente, esconde os símbolos do PSD e do CDS, quer andar de braço dado com a esquerda e o centro, pondo a direita no armário das conveniências. Ele gosta de tratar os portugueses como idiotas.
Para se perceber como Marcelo-ele-próprio não acredita nesta efabulação, criada por si, basta ler o que ele respondeu - e como respondeu! - a uma pergunta, na entrevista hoje concedida ao "Diário de Notícias":
Está à espera que Paulo Portas e Passos Coelho apareçam na sua campanha?
- É uma questão que vou ter de ponderar. Devo reconhecer que o dr. Passos Coelho teve já declarações mostrando que compreendia perfeitamente que uma campanha independente fosse uma campanha independente. [Risos].
Risos, fez ele. É, de facto, para rir, tanta lata para negar o que foi e é público e notório!

2 comentários:

  1. Presidenciais 2016. Marcelo e Sampaio

    Marcelo Rebelo de Sousa

    Marcelo Rebelo de Sousa é a versão moderna do seu padrinho Marcelo Caetano e ainda a fotocopia a cores de Cavaco.

    Votar em Marcelo e o mesmo que colocar a raposa a guardar as galinhas.

    Marcelo Rebelo de Sousa defendeu em 1998, quando se fez o referendo pela descriminalização da interrupção voluntária da gravidez, que as mulheres continuassem a ser criminalizadas. Mas em 2007, veio dizer que nunca quis ver uma mulher na prisão. Ou seja, diz uma coisa quando lhe convém e diz outra quando lhe deixa de convir"

    "É uma no cravo e outra na ferradura. Está bem com Deus e com o demónio.”

    O mandatário para o distrito de Viseu de Sampaio da Novoa,o General Ferreira do Amaral, acusa ainda Marcelo de ter "desprezado centenas de milhares de compatriotas" que participaram na Guerra Colonial ao não cumprir o serviço militar obrigatório, em 1974, questionando mesmo "onde estava Marcelo Rebelo de Sousa a 25 de abril de 1974".

    "Faço a pergunta e respondo: devia estar no cumprimento do serviço militar obrigatório, mas tal não sucedeu, incumprindo a lei militar. A atitude moral é ainda mais condenável porque quem era o ministro do Ultramar nesse momento era o seu próprio pai [Baltasar Rebelo de Sousa]".

    O general Ferreira do Amaral acusa Marcelo de não ser solidário, a não ser com Ricardo Salgado - "a solidariedade é um valor que Marcelo recusa permanentemente"

    Sampaio da Novoa.

    Um amigo meu costuma dizer, que seria uma pena se um Homem com a integridade, independência e isenção, que todos quantos com ele já trabalharam e conviveram, lhe reconhecem, não viesse a ser o próximo Presidente da República.
    Não seria ele, Sampaio da Nóvoa quem perderia, seríamos todos nós, cidadãos desejosos de ver consolidado o tempo novo, que virou as costas à austeridade.

    Sampaio da Nova é o único que pode fazer frente a Marcelo e quando dizem que não teve experiência política esquecem-se que foi membro da casa civil do presidente Jorge Sampaio, pelo que é o único que conhece bem a atividade presidencial e, precisamente, do melhor presidente que Portugal alguma vez teve. Por: Dieter Dellinger.

    Sampaio da Nóvoa é o único com uma Visão consistente sobre o Futuro, que deseja para todos os portugueses e como ela poderá ser facilitada pelo seu desempenho das funções presidenciais.
    Defensor da estabilidade política e dos consensos para a garantir, anseia ver valorizado o conhecimento e a inovação, de forma a tornar o país mais competitivo.

    Considerando-se o presidente de todos os portugueses, sem os segregar entre uns que são de 1ª e outros de 2ª, a todos quer ouvir, com todos quer aprender e a todos quer estimular para se tornarem atores interventivos nas realidades, que lhes dizem respeito.

    Os quatro D’s que pretende combater caso seja eleito presidente da República: desigualdades, desemprego, despovoamentoe desperdício.
    Lembrando que Portugal é hoje “um país mais desigual do que há quatro anos”.
    “Não há país do século XXI que possa tratar de forma tão diferente as suas regiões".

    http://viriatoapedrada.blogspot.pt/2015/10/eleicoes-presidenciais-2016.html

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