sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

VER OU NÃO VER ESTRELAS

Há tempos, brincando com o meu neto num Parque Infantil, bati com a cabeça  numa daquelas barras onde os putos gostam de fazer malabarismos.
-- Bolas, até vi estrelas! -- exclamei, enquanto me afastei uns metros para lamber a dor e dizer um ou outro impropério, fora do alcance do miúdo.
O Francisco foi buscar-me, e, agarrando-me, sentenciou:
-- Não sejas tonto, avô! Não sabes que à tarde não há estrelas... Anda lá!
E eu lá fui, a sorrir, com a lição de astronomia do garoto...

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