segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

AVISO À ESQUERDA

Lembram-se do governo de Passos e Portas?
Outra leitura interessante é o comentário do meu amigo Eduardo Maia Costa no Blogue "Sine Die", ainda sobre a questão do Orçamento do Estado, que traduz bem a diferença entre o antes e o depois na relação de Portugal com os parceiros europeus, designadamente com a senhora Merkel. Aqui fica:

"A direita e a sua legião de comentadores televisivos está indignada com o próximo OE, porque constitui um OE de austeridade!!! É impressionante a falta de vergonha desta gente! Os arautos da fatalidade da austeridade (e não só fatalidade, mas virtude) são agora críticos ferozes da mesma porque ataca a "classe média"... Classe média que eles não deixaram de fustigar durante quatro anos de governação pretérita!!! É certo que Passos Coelho veio agora afirmar que (afinal) é um social-democrata de gema (sempre foi, é e será!) e tudo o que fez contra as suas "firmes convicções" social-democratas foi imposto por Bruxelas... (Ele venderá esse peixe a quem quiser comprá-lo.) Uma coisa é certa: pela primeira vez um governo de Portugal negociou com Bruxelas o OE, não se submeteu simplesmente, como nos últimos anos. No espaço estreito de que Portugal dispõe se não quer romper com Bruxelas (e a maioria do povo não quer), o governo assumiu uma atitude nova, de parceiro e não discípulo. E isso é muito, muito mesmo! (Vale bem uns cêntimos de gasóleo por litro!) Um episódio é aliás significativo. No dia em que a Comissão ia pronunciar-se sobre o OE português António Costa foi a Berlim, encontrar-se com a chancelerina, para apresentar-lhe propostas de colaboração portuguesa na solução da crise dos refugiados. Mas era inevitável a pergunta na conferência de imprensa (dado o "histórico" dos encontros "bilaterais" entre os dois países): Costa tinha ido pedir a "ajuda" da senhora para o OE passar? Costa deu uma resposta exemplar: ao lado dela, em "direto", e sem papas na língua, disse: "Eu não vim naturalmente [repare-se neste "naturalmente"] incomodar a sra. Merkel com o orçamento português, porque ela já tem o seu próprio orçamento com que se preocupar..." (fim de citação). A senhora não gostou mesmo nada da equiparação entre o nosso OE (dum país do Sul) e o dela (acima de toda a suspeita e vigilância), e com a subtileza possível (não é muito forte nisso) respondeu elogiando os "sucessos" de Passos Coelho (o que significa que sentiu o toque). Esta cena passou nos telejornais, é verdadeira! E dignifica sobremaneira o nosso País. Resta acrescentar que é essencial que este OE corra bem, para que o próximo seja melhor! A esquerda da esquerda que esteja atenta e seja responsável (e esqueça um pouco o sectarismo, um pouco que seja...)."

3 comentários:

  1. Vou seguir "Sine Die"

    Não que concorde totalmente
    mas o "raciocínio" é decente

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  2. Há qualquer coisa que me diz que será impossível que nos levantemos com esta Europa. Mas não temos outra, por enquanto. E julgo que qualquer união de esquerda é melhor que a similar na direita. Para os princípios que defendo e me parecem os mais justos.

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  3. Sim concordo consigo amigo, mas o problema é que com a ajuda da imprensa o PSD esta a subir nas sondagens e quando os números for suficientes para eles formar governo vão exigir ao Marcelo a demissão deste governo.

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