sábado, 6 de fevereiro de 2016

CARNAVALIZAÇÃO DA POLÍTICA

Quase uma boa coincidência foi o facto do dramatismo produzido pelos comentadores (?), jornalistas afins e as hostes de Passos e Portas (PSD/CDS), agora separados do casamento doPoder, por mera conveniência conjuntural, ter desaguado na época carnavalesca. É a carnavalização da política. Não se cansavam até, afivelando máscaras contra o interesse nacional, de enviarem recados à Comissão Europeia na ilusão de que esta obrigasse o governo de António Costa. Afinal, sem o apocalipse vaticinado por todo aquele universo de direita, houve acordo natural e até vozes como Manuel Ferreira Leite ou João Salgueiro vieram dizer que era um bom orçamento e que António Costa tinha conseguido uma doce vitória.
E o que se provou é que é possível passar a página da austeridade cega e fazer políticas de sensibilidade social com efeitos redistribuitivos. Os arautos da desgraça e do caos tiveram, agora, que mudar as máscaras, embora subjacente à mudança esteja uma raiva que não conseguem disfarçar.
Outra coisa curiosa, que também se enquadra na quadra carnavalesca, pois só pode originar fortes gargalhadas, é a disponibilidade manifestada por Passos Coelho, em campanha interna, a dizer que está pronto para voltar a governar. Safa! E pior: vir dizer que toda a política austeritária que devastou o país durante quatro anos e meio era matricialmente social-democrata... Viva o Carnaval!

1 comentário:

  1. Não me canso de pensar nesta notícia do orçamento. É uma esperança noutra realidade. Ou na mesma realidade mas vista de modo diverso. Menos imobilizante. Os portugueses estão precisados de algum dinamismo.

    ResponderEliminar