quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

LUZ VERDE

As Cassandras do comentarismo, os políticos serventuários da vaca sagrada da austeridade, os jornalistas que vão comer à mão dos interesses instalados, os políticos com saudades do PAF, que são muito patriotas mas que se vendem por um prato de lentilhas aos interesses estrangeiros, devem estar inconsoláveis (e certamente raivosos!) com a luz verde dada por Bruxelas às linhas do Orçamento de Estado do governo de António Costa. Deve reinar a infelicidade por essas hostes que, durante dias e dias, nos envenenaram o quotidiano com as suas análises estúpidas e destituídas de fundamento, com o seu apocalipse doméstico que vaticinavam para Portugal. No Blogue "Da Literatura", Eduardo Pitta escreveu, há pouco, esta breve nota: "Contrariando as manchetes corrosivas dos jornais da manhã, Bruxelas deu luz verde ao draft do OE 2016. Contudo, as edições online da imprensa ainda não deram um pio. Facto: as negociações técnicas terminaram com acordo entre as partes. Aumentam os impostos sobre a Banca, o tabaco, os carros e os produtos petrolíferos. Também aumenta o imposto de selo sobre o crédito ao consumo. Os fundos imobiliários, até agora isentos, passam a pagar IMI. Paulo Rangel, o eurodeputado do PSD que em Bruxelas e Estrasburgo tem desenvolvido uma campanha vergonhosa contra o Governo português, vai ter de enfiar a viola no saco."
Não é apenas Paulo Rangel que tem de meter a viola no saco. É a legião de comentadores e políticos que urdiram uma lamentável chantagem do medo, às vezes com um paleio de encomenda que metia nojo. As Cassandras da desgraça vão deixar de cantar?

1 comentário:

  1. Não sei se vão deixar de augurar, mas eu fico contente com esta novidade de que quase não ouvi falar nos telejornais da noite. Eu quero mesmo é que esta coligação se aguente. Contra ventos e marés. Isso é que eu gostava de ver. Mas lá que custo a crer, isso também é verdade.

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