quarta-feira, 9 de março de 2016

ADEUS CAVACO!

Ao longo de dez longos e pesados anos, gramámos a presença de uma Presidência da República de "apagada e vil tristeza", de vazio cultural que, não poucas vezes, envergonhou e feriu a pátria naquilo que são sentimentos comuns da nossa identificação como povo. Ao longo dos anos, Cavaco Silva foi indiferente à panóplia política de malfeitorias contra os portugueses, não havendo mais, nos últimos quatro anos e meio, linhas vermelhas de sofrimento colectivo, numa completa cedência aos interesses partidários do governo do PSD e CDS, de Passos & Portas. Não admira, pois, que a sua popularidade tenha descido a níveis nunca vistos num Presidente da República, em vigência da democracia.
O homenzinho vai-se embora e os portugueses respirarão melhor porque esta espécie de "salazar empalhado" deixa de ameaçar a pureza dos dias. Neste aceno de purificação quotidiana, trago aqui a lembrança do meu querido Zé Dalmeida, que foi durante os tempos sombrios um crítico implacável do cavaquismo, tendo eu, numa velha e fraterna cumplicidade (que se junta a muitos outros projectos) partilhado a expressão plástica do Zé, sempre de grande ironia, aquilo que foi também o meu persistente comentário crítico ao processo do Kavaquismo.
O país respira melhor!

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