terça-feira, 19 de abril de 2016

O BRASIL DE QUE EU GOSTO

Este é também o Brasil de que eu gosto. É uma comovente história de uma certa libertação (até no plano do imaginário) dos que foram, por contingências do nascimento e da ferocidade da sociedade, afastados de tudo. Então, meus Leitores, não percam este "milagre" que mostra bem como o pensamento solidário e inclusivo opera verdadeiras libertações. Este é o Brasil de que eu também gosto. Ainda por cima com a marca genética dos Kilombos. Acho que o meu amigo José Cortes, professor e missionário nessas terras, onde tem feito verdadeiras "revoluções" contra o capitalismo usurpador, ficará feliz se vir e ouvir o que se segue. Eu comovi-me com a narrativa, sobretudo quando avança que é a primeira Orquestra formada por descendentes de escravos. Escravos, ouviram?

Fantástico - Orquestra de Crianças e Adolescentes em Macapá - Globo HD - YouTube

1 comentário:

  1. Muito bonito e comovente. Quando será que, em Portugal, alguns maestros fazem o mesmo?! Bem sei que já existe uma orquestra mais ou menos nos mesmos moldes. Mas não deveria ser uma. Deviam ser muitas. Sem o sonho de Berlim. Só com o sonho de serem orquestra e tocarem para os portugueses que se querem os clássicos têm que pagar ou pelo menos deslocar-se às grandes cidades. Como é que, nas actuais condições, se educa um povo? Ou ficaremos reduzidos ao tradicional da música dita clássica ser pasto dos mesmos poucos, gosto de uma elite que manda o resto para os fados e os concertos de bandas (a que ainda assim não chega a grande metade da população). Pobre e fascistoide país que guarda a música para alguns retirando ao vulgo a oportunidade da escolha.

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