terça-feira, 3 de maio de 2016

TELEVISÃO

Há dias, li no "El Pais" uma interessante crónica em que Ángel Sánchez Harguindey fazia uma radiografia dos malefícios da televisão através de frases de pessoas célebres, cuja ironia é uma brisa fresca de humor. À televisão portuguesa cheia de papagaios avençados a interesses espúrios, também se aplicam algumas gargalhadas que se elevam das citações. Vamos a elas:
"A televisão é o espelho onde se reflecte a derrota de todo o nosso sistema cultural", foi Fellini quem o disse. Mas Groucho Marx também se saiu com esta: "Encontro a televisão muito educativa. De cada vez que alguém a liga, retiro-mo para outra sala e leio um livro". Bette Davis, com o seu pragmatismo, afirmou: "A televisão é maravilhosa. Não só nos produz dor de cabeça, como na sua publicidade encontramos as pastilhas que nos aliviarão". Para o sociólogo Alain Touraine: "A televisão será a base da opinião pública. Criou um mundo esquizofrénico em que entre  o indivíduo e o global, não há nada". E Jean Renoir: "O problema  é que a televisão esmaga-me e converte em massa informe a realidade, a ficção, o fundamental, o secundário, o divertimento e a reflexão".
O cronista termina, aliás, com uma reflexão bem curiosa do magnate Rupert Murdoch: "Não quero que nenhum programa seja mais inteligente que os anúncios".
E de televisão, estamos conversados!

1 comentário:

  1. É mal que não me ataca:). Mas gostei do dito de Groucho Marx

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