quarta-feira, 29 de junho de 2016

O RIDÍCULO EUROPEU


Os capatazes da União Europeia continuam empenhados na sua destruição. Têm realizado pacientemente esse trabalho, assumindo o papel de coveiros, que todos os dias pregam mais um prego no caixão do projecto europeu. Fingem não perceber que perderam a força moral e que não passam de eurocratas que servem abnegadamente a diabólica máquina do neo-liberalismo, a máscara recente do capitalismo selvagem.
Hoje, o "Público" titulava na primeira página: "Ameaça de sanções a Portugal põe em cima da mesa três cenários: um deles é uma multa de 1 euro". Isto parece uma anedota, mas os cavalheiros de Bruxelas têm passado o tempo a divertir-se com os povos europeus, numa brincadeira trágica e de efeitos letais no plano social.
Explica o diário que o primeiro dos três cenários possíveis é adiar a decisão até ao final do ano, esperando pelos dados da execução orçamental que até Maio estão a correr bem. Num segundo cenário, a Comissão Europeia poderia propor a aplicação de uma multa simbólica, de um euro, vincando que Portugal  está a ir no bom caminho, explica o "Público". Como última hipótese, sobra a terceira solução que é, naturalmente, a mais conveniente para Portugal: reconhecer que houve problemas no passado, mas não aplicar qualquer tipo de medidas correctivas.
António Costa respondeu bem ao lembrar que "perante decisões com o dramatismo da saída do Reino Unido, com a crise dos refugiados, com a ameaça terrorista, com as ameaças externas que afectam a Europa, é absolutamente ridículo estarmos a discutir 0,2% da execução orçamental do anterior governo".
A questão é que a Europa já não tem vergonha de cair no ridículo...

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