quinta-feira, 14 de julho de 2016

CAVACO, O VENERADOR!

Há sujeitos que, por mais voltas que dêem, nunca serão capazes de escapar a um espírito larvar de submissão, cumprindo à risca o seu destino para servirem amos alheios. Nessa sua forma de encararem a realidade, afirmam um espírito de subserviência e de espinha com curvaturas dorsais, atentos, veneradores e obrigados aos interesses mais estranhos à matriz essencial da pátria -- uma pátria que idolatram como exercício de retórica, e apenas retórica! Habituados, assim, a essas genuflexões, cumprem a indignidade do seu papel, com a maior das naturalidades.
Um desses sujeitos cinzentos, é Cavaco Silva, ex-Presidente de triste memória, sempre provinciano nas análises e no pensamento, sempre serventuário menor das ameaças comunitárias, sempre basbaque em relação ao estrangeiro. Vejam, esta:
Dizia ontem o "Público" que na reunião do Conselho de Estado, a intervenção do ex-presidente Cavaco Silva foi "um balde de água fria sobre o tom consensual" dos restantes conselheiros. Discutia-se a questão da ameaça de sanções a Portugal. Transcrevemos: "O ex-presidente Cavaco Silva fez uma análise de cariz essencialmente técnico à conjuntura internacional -- o tema de agenda da reunião de segunda-feira -- em que, embora sem nunca se referir às sanções que Portugal arrisca por incumprimento do défice, acabou por sustentar a legitimidade da aplicação de penalizações".
Quer dizer, Cavaco foi a voz do dono do Ecofin, a favor das sanções. Dizem que ficou sozinho na sua vénia à Comissão.
Há sujeitos que nunca serão capazes de escapar ao ao espírito larvar de submissão. Vergonha deles.

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