sexta-feira, 25 de novembro de 2016

ESPADAS

Cientistas com a espada de Cid
O "El Pais" noticiava ontem que mais de três mil anos depois de deixar de servir a Rodrigo Díaz de Vivar, nome próprio do lendário cavaleiro Cid, o Campeador, a sua histórica espada é propriedade do XVI marquês de Falces, titular dela "por herança" podendo dispor do seu destino, "como fez ao vendê-la em 2008 por 1,5 milhões de euros". Foi um pleito judicial longo, que subiu às mais altas instâncias e gastou aos tribunais infindáveis horas, grossas resmas de papel e aturadas gravações. 
Cid, deve ter sorrido. Olhou, talvez, para a sua biografia de herói, onde ressalta a sua condição de mito, escutou os versos de Mio Cid, e talvez tenha ajuizado a estranheza dos tempos que correm em que a sua nobre espada serve, afinal, para guerras judiciais e para especulações financeiras...
Por cá, é tudo mais calmo e os artefactos dos grandes guerreiros desaparecem no pó dos tempos quando não vão parar aos túmulos com eles. Veja-se o caso de D. Afonso Henriques que repousa docemente na igreja de Santa Cruz, em Coimbra. Ainda, ao que parece, não se apurou a sua estatura (era de via reduzida ou um gigante?), mas a sua espada, que era pesada e comprida, parece que tinha lâmina afiadíssima para despachar infiéis ou adversários.
Só espero que, sabido o destino da espada de Cid, o Campeador, não se ponha agora "sua alteza real", D. Duarte Pio, eterno candidato a Rei de Portugal, a reclamar a espada de Afonso Henriques, sabe-se lá se para correr definitivamente com os herejes da República!

2 comentários:

  1. Duas notas:
    1 - "mais de três mil anos depois de deixar de servir a Rodrigo Díaz de Vivar" Errado! El Cid viveu no Século XI
    2 - "mas a sua espada, que era pesada e cumprida" Comprida?

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