quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

DO CINISMO INTERNACIONAL

Talvez o cinismo e a hipocrisia sejam elementos tão antigos nas relações entre os povos que o tempo foi cristalizando com novas e tão peritas práticas que tudo isso nos parece hoje inseparável da política. Basta olhar e ver a cena internacional, os labirintos dos conflitos, as catástrofes humanitárias ou de dimensão genocida que as guerras (sim, as guerras!) modernas comportam para termos esses sobressaltos que não são outra coisa senão a consciência a doer. Basta olhar a Síria ou passar os olhos por outros conflitos ditos regionais, parar um pouco e fixar o pensamento nas imagens que nos chegam  do cemitério largo do Mediterrâneo, na aventura dos condenados da Terra que são a mistura dramática da condição de emigrados e refugiados.
Volto ao princípio, ao cinismo e à hipocrisia dos grandes senhores do mundo, às suas desculpas esfarrapadas, à sua obstinação em reproduzir a génese do mal à escala planetária, e retiro a ironia de há tempos de El Roto, grande humorista, que diariamente publica os traços da sua inquietação no "El Pais",  numa implacável leitura de como vai o mundo. Vejam!

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