quarta-feira, 1 de março de 2017

"A MATERNA CASA DA POESIA" EM LISBOA E EM SANTARÉM

Fernando Paulouro com Eugénio de Andrade, em Póvoa de Atalaia

É sempre bom, para mais agora que a antecipação da Primavera começa a dar flores e a luz dilata os dias, celebrar a poesia de Eugénio de Andrade. Aos meus Amigos e Leitores venho, pois, dar notícia de uma "festa" à volta do autor de As Mãos e os Frutos tendo, como pretexto, a apresentação do meu livro A Materna Casa da Poesia. Sobre Eugénio de Andrade. O acontecimento realiza-se na Associação José Afonso, em Lisboa, e penso não haver melhor lugar para evocarmos um grande poeta do que o espaço que tem por patrono, o Zeca, que levou para as suas canções, uma pátria, que continua a respirar dentro das suas matinais canções.
Então, sexta-feira, dia 3 de Março, às 18 e 30, o encontro sobre a arte poética do Eugénio é na AJA. O António Valdemar falará de A Materna Casa da Poesia e a voz de Mila Castanheira dará mais força aos versos e à prosa poética de Eugénio de Andrade, que um dia escreveu: "Sou filho de camponeses, passei a infância numa daquelas aldeias da Beira Baixa que prolongam o Alentejo e, desde pequeno, de abundante só conheci o sol e a água. Nesse tempo, que só não foi de pobreza por estar cheio do amor vigilante e sem fadiga de minha mãe, aprendi que poucas coisas há absolutamente necessárias. São essas coisas que os meus versos amam e exaltam. A terra e a água, a luz e o vento consubstanciaram-se para dar corpo a todo o amor de que a minha poesia é capaz."
De facto, a apresentação de A Materna Casa da Poesia tem sido oportunidade magnífica para trazer ao nosso convívio a poesia de Eugénio de Andrade, um dos maiores poetas do nosso tempo. Foi assim em Paris, na Casa de Portugal, na Cidade Universitária, no Fundão, na Biblioteca que tem o nome do poeta, em Castelo Branco, no Museu Tavares Proença Jr., agora sexta-feira, em Lisboa, na AJA, e no dia seguinte, em Santarém.
Em Santarém, a sessão, organizada pelo jornal "O Ribatejo" e pela Biblioteca Municipal, realiza-se, pois, sábado, dia 4 de Março, às 16.30, na Sala de Leitura Bernardo Santareno. A dimensão de "festa" estará na sessão: haverá música e o Teatro de Santarém lerá Eugénio de Andrade.

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