Livros



 Crónica do País Relativo - Portugal, Minha Questão, Volume II

 
 «Crónica do País Relativo - Portugal, minha questão», volume I, editado pela A23 edições, é o novo livro de Fernando Paulouro Neves e reúne uma antologia de mais de 300 crónicas publicadas no “Jornal do Fundão”, nos últimos trinta anos e um diário que começou a escrever após  a sua saída por razões deontológicas do Jornal do Fundão. Manuel António Pina escreve no prefácio: "Rosto de um jornal com uma longa tradição de intransigente cidadania, Fernando Paulouro é hoje mais que isso: é o rosto da própria tradição
de honra do jornalismo, tantas vezes entregue nestes dias a comerciantes e a usurários e atascado na indignidade profissional. Fernando Paulouro é um dos poucos, muito poucos, da nossa geração que não traíram.

440 pp | 20 euros
2013


Um belo livro

Esta notícia pegou-me de supetão quando acabava de ler o segundo volume de "Crónica do País Relativo - Portugal, minha Questão", de Fernando Paulouro Neves, um dos grandes jornalistas do nosso tempo, e que tem a mesma idade do Tordo, por sinal igualmente amigo dos que nomeei. Este Fernando, sobrinho de António Paulouro, o fundador do "Jornal do Fundão", onde tem escrito a nata da inteligência portuguesa, tirocinou naquele semanário das Beiras, e foi seu director, continuando o notável trabalho do tio António.
Fernando Paulouro escreve num português de lei e as suas crónicas são exemplos do que de melhor possui a grande prosa portuguesa. Este Fernando também já não é director do "Jornal do Fundão", saído, feito sair, se assim o quiserem, por quem tem manifesta ignorância do que é um jornal. Também eu fui arrastado pela onda, e o Fernando Paulouro conta o episódio sórdido em uma pequena crónica. Devo dizer que fui colaborador do nobre periódico desde os meus vinte e poucos anos, e nas suas colunas escrevi alguns textos contra, que fariam torcer o nariz aos senhores a mando. Como agora.
Ao ler este belíssimo livro e ao fazer as conexões entre a vida destes dois Fernandos, meus amigos queridos, posso chegar à conclusão de que ambos, pela grandeza, pela violência das agressões têm sido exilados do interior ilustrando, de certa forma, a epítome do poeta maior que foi Daniel Filipe: "Pátria - Lugar de Exílio."
Baptista-Bastos, in "Jornal de Negócios"

A muitas destas crónicas do escritor e meu amigo Fernando Paulouro Neves agora reunidas no II volume de Crónicas do País Relativo – Portugal, Minha Questão, a muitas destas crónicas, dizia, caberia melhor a designação de poemas, que pela minha parte aqui lhes dou, sem qualquer rebuço ou constrangimento, fiado no ritmo e coloração duma escrita que, como os frutos, em setembro, se oferece, para fruição, ao paladar mais exigente. Poemas, sim, e, se quiserem, em prosa. Sem rima e sem medida, velha ou nova, que delas, como sabemos, a poesia não precisa, porque, sendo-o realmente, ela dispensa  outros ornamentos e outros adjectivo”.

Albano Martins, “Artes entre Letras”

“Afirmou-se como um autor de textos de opinião e cronista de reconhecida qualidade -- pela seriedade, pela lucidez, pela coerência e pela proza. “Crónica do País Relativo - Portugal, Minha Questão” reafirma aquelas qaulidades nos diversos registos que o autor usa e domina com desenvoltura, fiel a um combate de que não desiste, como num dos textos do primeiro capítyulo sobre política: “(...) E dizer, finalmente,  que, num país onde as crianças chegam às escolas com fome ou batem à porta das urgências hospitalares com a esperança de a poder matar, num país onde os velhos são olhados como fardo inútil que desequilibra as contas do Estado, num país onde a pobreza é uma lâmina de desespero no quotidiano de dois milhões de portiugueses (estes cálculos pecam sempre por defeito), num país onde se assassina a esperança todos os dias, num país onde banqueiros com a retórica imoral do “ai aguentam, aguentam”, num país de políticos e mixordeiros da política, que mostram com estão de volta os “coniventes sem cadastro (magnífica expressão de Sophia), num país assim o combate cívico e cultural é responsabilidade de todos e de cada um e nessa batalha estarei, sempre, na plenitude da cidadania”.

JL - Jornal de Letras, Artes e Ideias


Crónica do País Relativo - Portugal, Minha Questão, Volume I

«Crónica do País Relativo - Portugal, minha questão», volume I, editado pela A23 edições, é o novo livro de Fernando Paulouro Neves e reúne uma antologia de crónicas publicadas no “Jornal do Fundão”, nos últimos dez anos. O livro inclui mais de 300 crónicas publicadas pelo autor nos últimos anos.No prefácio, assinado por Baptista Bastos, pode ler-se:"Fernando Paulouro é um dos grandes jornalistas portugueses, e o seu texto avulta como a associação perfeita do modelo clássico com a imagem de vanguarda(...) e se há um jornalista que mereça a nossa confiança inabalável, esse é Fernando Paulouro. Num país que se move sob as mais atrozes superstições, onde analfabetos irrecuperáveis são directores de Imprensa ou ministros de todas as pastas, e no qual muitos «jornalistas» se transformaram em recoveiros do Poder, é sempre com júbilo e, amiúde, com emoção, que assisto à trajectória moral e rigorosamente profissional de Fernando Paulouro.
380 pp | 20 euros
2012

Os Olhos do Medo


Com «Os Olhos do Medo» Fernando Paulouro Neves contribui para iluminar a penumbra que envolve as questões de género e mais especificamente a violência contra as mulheres. Este
conto serve de mote a João Lourenço, que aceitou o desafio de construir um imaginário de personagens através da ilustração. Interpela o nosso viver privado e colectivo, abalando as convicções sobre civilidade e barbárie. Pergunta-nos quem somos afinal, que realidade tenebrosa se esconde em costumes ditos brandos
e que relações de poder subsistem em sociedades ditas democráticas, onde ser mulher não é sinónimo de condição humana.




Os Fantasmas não fazem a barba

"O humor constante, que pode ir até à mais saborosa e hilariante comicidade, é a mais saliente virtude deste livro de contos 'Os Fantasmas não fazem a Barba', em que se nos revela um novo escritor (...) Com este livro rimos saudavelmente e nos retratos e caricaturas que enchem de graça e de verdade todas as suas páginas reconhecemos a base da pirâmide de um povo que somos nós também ou a nossa face mais livre, o lado burlesco (fraternalmente exagerado) da gente lírica, épica e até metafísica que também somos."
Urbano Tavares Rodrigues
in, Jornal de Letras, 12 de Novembro de 2003 




116 pp | 10 euros
2003

A Guerra da Mina e os Mineiros da Panasqueira
Daniel Reis/Fernando Paulouro Neves

Escrito em tempo de turbulento conflito laboral, é uma memória da Mina e das suas múltiplas guerras. "Dois jornalistas, Daniel Reis e Fernando Paulouro Neves, publicam n?a Regra do Jogo "A Guerra da Mina e os Mineiros da Panasqueira". Em foco depois da última greve maciça, este conglomerado humano despertará escassas referências ao leitor médio: é lá para a Beira Baixa, e afinal debaixo da terra, e a silicose, etc... Reis e Paulouro, então, descrevem: numa prosa crua, sem concessões, evitando o panfleto na medida que o documento é que vale. O pai de Reis, mineiro, morreu "disso". Excelente "Guerra da Mina", que nos deixa sem paz".
Fernando Assis Pacheco
in O Jornal,  de 29 de Junho de 1979

"Neste livro está completo o rosto da mina -- o rosto humano, profissional, social. Circula nele um sangue vivo, sofrido, experiente. Trata-se de uma obra escrita de dentro para fora"
Mário Castrim
in Diário de Lisboa, 28 de Maio de 1979

140 pp
1979


A Materna Casa da Poesia. Sobre EUGÉNIO DE ANDRADE


"Sou filho de camponeses, passei a infância numa daquelas aldeias da Beira Baixa que prolongam o Alentejo e, desde pequeno, de abundante só conheci o sol e a água". É uma passagem conhecida de Eugénio de Andrade, que tanto celebrou poeticamente o"céu de camponeses" da Póvoa de Atalaia, que consubstancia a biografia feita de versos que este livro explica, Escreve o autor: "O amor, a terra, o homem. É a Materna Casa da Poesia de Eugénio de Andrade. Uma Casa  feita sílaba a sílaba,onde a Escrita da Terra é sempre uma escrita do coração, um alfabeto de esperança que ilumina os dias e nos faz reconciliar com o tempo. Aqui é a poesia que nos acolhe, "uma poesia perto da fala, do ritmo de cada uma das sílabas com que dizeis pão, água, vento, poeira".

161 pp
2003/Rota dos Escritores
Coimbra


IDENTIDADES FUGIDIAS

É um livro colectivo, coordenado por José Manuel Mendes e Rui Jacinto, que reúne ficções de vários escritores portugueses, que escreveram histórias sobre a emigração portuguesa. Fernando Paulouro Neves é um deles, com a história "Uma mão cheia de terra". Eduardo Lourenço, que assina o prefácio -- um texto intitulado "Navegadores por ruas estrangeiras" -- no qual, a dado passo escreve: "A maioria das páginas desta, que pela qualidade e diversidade surpreenderão os leitores, só tem a ver com a segunda História, a nossa, se não como "mandados", já não como "mandantes" (...) Por causa desta nossa absurda e sublime "hipoer-identidade" guardamos, mesmo nos extremos de dúvida e desespero , "a lembrança de Sião e tudo quanto nela passámos e, com ela, o caminho de casa. É on que relembra, abrindo esta antologia, Manuel Alegre. É também aquilo que das mais imprevistas maneiras, mesmo quem tem menos razão --ou nenhuma --de se sentir tão camoniano como nós (ou talvez mais, em outro registo) nos é lembrado , como se fosse de todo novo, nestas plurais vivências de não estar em "nossa casa", que podem ir desde a nostalgia sorridente de Germano deAlmeida, à evocação perplexa de Mia Couto ou ao testemunho dilacerado e dilacerante de Fernando Paulouro Neves".

189 pp
Centro de Estudos Ibéricos/Câmara Municipal da Guarda
2001

2 comentários:

  1. Como e onde consigo adquirir os dois volumes de Crónicas do País Relativo?
    As tentativas de adquirir os mesmos têm sido difíceis.
    Se for possível responder agradeço.

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  2. Peço desculpa de só agora lhe responder e fico grato pelo seu interesse pelos meus dois volumes de crónicas. Se me enviar a morada e o telemóvel ou e-mail, o meu editor tratará do assunto, rapidamente. Abraço. Fernando Paulouro

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